Política é a arte de arrancar dinheiro dos ricos e votos dos pobres, com o pretexto de protegê-los uns dos outros.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

HISTÓRIA DE LAGOA DA CANOA-AGRICULTURA

Mandioca
Em Alagoas, em Lagoa da Canoa não é diferente , historicamente, o comportamento da cultura da mandioca sofre
alterações quanto à área plantada devido à dependência existente quanto à área que
é destinada à cultura do fumo. Durante o período de safra, caso o preço desse
produto seja considerado bastante compensador pelos agricultores, haverá uma forte
tendência de priorizar o plantio do fumo em detrimento da mandioca, reduzindo a área
destinada ao plantio dessa cultura. Esse comportamento conduz ao aumento de preço
da raiz e, conseqüentemente, da farinha de mandioca. Obviamente, se ocorre a
situação inversa com o fumo, a cultura da mandioca será beneficiada com o aumento
da área destinada ao plantio e da produção, gerando a queda do preço desse produto.
Atualmente, como forma de incrementar a agregação de valores à cultura da
mandioca, um consórcio de, aproximadamente, 2.500 agricultores estão promovendo
a instalação de uma fecularia com capacidade de esmagamento para 50
toneladas/dia.
Todo o estado de Alagoas mantém plantação de mandioca, mas a maior
concentração encontra-se na região do Agreste e de Palmeira dos Índios, abrangendo
os municípios de Arapiraca, Lagoa da Canoa, Girau do Ponciano, Coité do Nóia,
Taquarema, Feira Grande, Campo Grande, Limoeiro de Anádia, Craíbas, São
Sebastião, Estrela de Alagoas, Igaci e Belém.
FONTE - IBGE
Milho
Em Alagoas, o plantio dessa cultura é praticado na região do Agreste,
especificamente, nos municípios de Arapiraca, Campo Grande, Coité do Noia,
Craíbas, Feira Grande, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, São
Sebastião, Taquarana, Belém, Estrela de Alagoas, Igací, Mar Vermelho e Palmeira
dos Índios, e na região do Sertão, onde a maior produção está concentrada nos
municípios de Santana do Ipanema, Batalha e Delmiro Gouveia.
Embora o milho em Lagoa da Canoa mereça mais investimento para que alcance uma maior produtividade , ele poderá ser uma alternativa futura para substituição da cultura do do fumo , incrementando tecnologias nas variedades que se adaptem melhor.
Fumo
O Brasil é o maior exportador mundial de fumo.
Os três estados da região Sul do país produzem 600 mil toneladas do produto por
ano, e outras 40 mil toneladas são produzidas na Bahia e em Alagoas.
O estado de Alagoas é considerado o principal produtor nordestino de fumo,
destacando-se o município de Arapiraca como o maior produtor, juntamente com
alguns municípios da região do agreste, dentre eles esta Lagoa da Canoa, que tem o fumo como principal cultura , semi-monocultura , e principal atividade econômica.
Na safra 2002/2003 houve um aumento de 80% na área plantada em toda a região fumageira , isso se reflete no município de lagoa da canoa , gerando um
incremento de 8.400 hectares equivalendo a um acréscimo de 19.000 ha na safra
2003/2004. Esse aumento foi devido à valorização do preço do fumo que vinha
mantendo-se em baixa há muito tempo.
Mesmo com o aumento de preços em algons anos o que se constata é uma queda nos rendimentos dos agricultores da região fumageira e em especial canoense , essa perda de poder de compra atribui-se ao controle da comercialização do produto por grandes corporações multinacionais e a diminuição do consumo de cigarros no Brasil e no mundo , o que nos leva a se questionar , como sempre afirma o professor Oliveira , "temos de buscar uma alternativa agrícola para gradativamente substituirmos o fumo".
O rendimento médio é de 750 kg/ha (fumo de corda) e 600 kg/ha (fumo em folha).
Na tabela a seguir, observamos que mesmo com o aumento da área plantada houve
uma diminuição na produção devido a um declínio na produtividade.
Algodão
Há alguns anos a cultura de Algodão tinha uma participação significativa dentro da
economia do município de Lagoa da canoa em relação às demais culturas, perdendo em importância apenas para o fumo, mas diversos fatores
alteraram esse quadro fazendo com que essa atividade perdesse a sua importância,
entre eles, oscilações climáticas; indisponibilidade de sementes; falta de assistência
técnica, crédito nas instituições financeiras e apoio na comercialização; praga do
bicudo (não erradicada); inexistência de fábrica de tecidos; concorrência com produtos
sintéticos que passaram a substituir o algodão durante o processo de fabricação dos
tecidos.
Entretanto, no ano de 2004 a atividade foi retomada com o reinício do plantio da
cultura que contou com a parceria do estado mediante incentivos na forma de
distribuição de sementes destinadas ao plantio cuja colheita, infelizmente, foi irrizória
devido a fatores climáticos, entre eles, a ausência de chuvas durante a fase de
desenvolvimento vegetativo e a presença de pragas. O mesmo ou até mais vizível isso ocorreu em Alagoas.
FONTE:IBGE - CONAB.

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